Parece que o futuro do café gourmet  está mesmo nas fezes dos animais. Até hoje, o café mais caro do mundo vinha da Indonésia, o Kopi Luwak (US$ 500, o quilo), com os grãos ingeridos e defecados pela civeta, um animalzinho bonitinho, bonitinho. No Espírito Santo, temos o café extraído das fezes do Jacu (US$ 265, o quilo), uma ave que também só come os melhores grãos, e que eu já tive a oportunidade de provar. Agora, na Tailândia, surge o Ivoire Noire, um café colhido das fezes de elefantes. Assim como acontece com a civeta e o jacu, as enzimas existentes no processo de digestão dos elefantes reduzem as proteínas responsáveis pelo amargor do café, deixando a bebida ainda mais saborosa. E, assim, chegamos ao preço de US$ 1100 por quilo do café, ou algo como, US$ 25 por uma xícara. Lá na Tailândia.