O nascer do Sol no hotel Las Ventanas, um dos hotéis mais icônicos do mundo, que fica em Los Cabos, na costa do México do lado do Pacífico. {Confira nossa crítica completa do hotel, clicando aqui.} Imagem: Shoichi Iwashita

Durante a pandemia várias vezes eu fantasiei visitar cidades e atrações do coração sem multidões de turistas (imagina que sonho frequentar as galerias do Vaticano ou do Louvre vazias?). Mas, enquanto alguns países ainda estão completamente fechados para o turismo, como o Japão, a Tailândia e a Nova Zelândia, muitos dos 100 países “abertos” para o turismo — e para os brasileiros, o que não quer dizer a mesma coisa (o Uruguai, por exemplo, recebe britânicos mas não brasileiros) — impõem regras que podem fazer desistir o mais entusiasmado dos viajantes.

Países como o Chile e o Reino Unido exigem que você banque uma quarentena obrigatória de até 14 dias no país ou em outro destino considerado mais seguro que o Brasil, para que, só assim, você comece sua viagem. Para explorar o Camboja, é preciso não só apresentar um exame PCR negativo para o novo coronavírus antes de embarcar, como também deixar um depósito de US$ 2.000 para cobrir eventuais despesas médicas; ter um seguro-viagem com apólice de, no mínimo, US$ 50.000; e ainda ser obrigado a ficar de quarentena por 14 dias se uma alma-companheira-de-voo tiver confirmação de infecção. {Mas, siga as nossas dicas para ter a viagem mais segura possível, clicando aqui.}
 

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MÉXICO ABERTO PARA O TURISMO: SEM BUROCRACIAS

Mas a boa notícia é que, para aqueles com saudades de uma escapada internacional — e usar o passaporte guardado há meses, dar aquela passadinha no duty free e ser questionado na imigração em outro idioma —, o México está aberto para brasileiros, sem exigir visto, exames de coronavírus ou quarentena; dá até para sentir um gostinho de nostalgia. Basta usar máscaras em locais públicos e preencher um formulário online de fatores de risco em viajantes, onde você informa o número do seu voo e assento, por onde esteve nos últimos 14 dias e responde às perguntas sobre sintomas e possíveis contatos com pessoas infectadas com o novo coronavírus.

Desde 1 de novembro, a Aeromexico retomou os voos diários entre São Paulo [GRU] e Cidade do México [MEX], saindo sempre pela manhã, às 10h25, e chegando à capital do país às 16h50: quase dez horas de voo nos novíssimos e silenciosos Boeing 787-9 Dreamliner. A partir de 2021, eles acrescentam um voo noturno em alguns dias da semana partindo à 0h20 com chegada às 7h da manhã. Este segundo voo é sempre melhor para as conexões para nossos destinos mexicanos preferidos: Los Cabos, para onde você vai chegar pelo aeroporto de San José del Cabo [SJD], e Tulum, cujo aeroporto de chegada é Cancún [CUN]. Para bilhetes ida e volta para Los Cabos com conexão na Cidade do México, partindo de São Paulo, calcule entre US$ 900, na classe econômica na tarifa Clássica (com direito a uma mala despachada), e US$ 4.500, na Premier, a classe executiva da Aeromexico.

Para voar sem escalas a partir de qualquer cidade do Brasil em um jato executivo de longo alcance com capacidade para oito a doze passageiros para Los Cabos, calcule entre US$ 120.000 a US$ 190.000, ida e volta (o mesmo para Cancún; e para a estimativa de preço usei São Paulo como cidade de partida). No caso de Los Cabos, o hotel Las Ventanas Al Paraíso possui uma parceria com a Jet & More intitulada LVP Wings. Além de voar com todo o conforto, no seu horário e com todas as facilidades na imigração ao chegar lá, você já começa a experiência Las Ventanas ainda no Brasil, ao entrar no avião. {Para ler nossa crítica completa sobre esse que é um dos hotéis mais icônicos do mundo, incluindo todos os valores e fotos exclusivas, clique aqui.}

VOANDO NA AM PLUS, A PREMIUM ECONOMY DO BOEING 787-9 DREAMLINER DA AEROMEXICO

O Boeing 787-9 Dreamliner é bem mais silencioso (acho impressionante como a gente consegue escutar conversas de fileiras atrás durante o voo); tem mais umidade e menos pressão na cabine, o que reduz a fadiga no corpo; tem janelas maiores e mais espaço para a bagagens de mão; e ainda gasta 20% a menos de combustível que modelos anteriores. Imagem: Divulgação / Aeromexico

Nesta viagem para o Las Ventanas, um dos mais icônicos hotéis do mundo {a viagem completa você confere nos destaques do meu perfil no Instagram e, em breve, a crítica completa aqui no site}, nós testamos a categoria AM Plus, no voo entre São Paulo e Cidade do México (de lá para San José del Cabo, voamos com um Embraer E90, um narrow-body de médio alcance). As passagens estavam mais baratas com as companhias aéreas estadunidenses, mas como brasileiros estão proibidos de até fazer conexão nos EUA, o único jeito era voar com a Aeromexico (tanto a Latam quanto a Copa Airlines estão retomando os voos para o México este mês de dezembro, mas a questão com as duas companhias é a qualidade das aeronaves: ou velhas ou pequenas).

Apesar das cinco categorias de preços mostradas durante a pesquisa de passagens no site, o Boeing 787-9 Dreamliner da Aeromexico possui três classes: a Premier, que é a executiva; a AM Plus, o nome que leva a econômica premium; e a econômica (que pode ser Básica, sem direito a mala despachada ou qualquer alteração na passagem, e a Clássica, mais flexível e com uma mala de 23 quilos). Além da prioridade no check-in, no embarque e na retirada da bagagem (os atendentes colocam a etiqueta “Prioridade” na mala para elas serem colocadas na esteira antes das outras), a única diferença real nas três fileiras da AM Plus em relação à classe econômica — além do valor, uma diferença de US$ 350, ou quase R$ 2.000 — são os cinco centímetros de distância entre as fileiras, o que dá mais espaço para as pernas. O tamanho do assento, a reclinação e o serviço de bordo são exatamente os mesmos.

Assim como a Air France serve champagne em todas as classes, a Aeromexico faz o mesmo, só que com tequila. E eu acho simpático : )

As três fileiras de poltronas AM Plus no Boeing 787-9 Dreamliner da Aeromexico são identificadas por cabeceira em cor bege. Mas os assentos são os mesmos da classe econômica. Imagem: Shoichi Iwashita

A única diferença é o maior espaço para as pernas, uma vez que as fileiras contam com cinco centímetros a mais de distância. Imagem: Shoichi Iwashita

O serviço de bordo — que agora inclui álcool gel — é o mesmo da classe econômica. Imagem: Shoichi Iwashita

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