Eu frequentava o Quattrino quando era adolescente, lá nos anos 1990, quando a decoração by  João Armentano (na época, “o” decorador) incluía paredes com grandes rosas vermelhas pintadas sob uma pátina amarelinha. Saía da escola e ia lá almoçar com minha irmã. Ontem, domingo às 22h30, querendo comer uma massa e com a cozinha da maioria dos bons restaurantes já fechada, decidi voltar ao restaurante – que teria nas massas seu principal atrativo – depois de muitos e muitos anos.

Pois é, o Quattrino na Rua Oscar Freire, que já foi um restaurante da moda, hoje é um restaurante medíocre, apesar das celebridades que figuram no menu e na parede de fotos iluminadas em backlight  de gosto duvidoso. As únicas coisas que se salvaram foram as entradas: salada Caprese e salmão defumado com rúcula e palmito (que não têm como dar errado: qualquer pessoa é capaz de cortar um tomate, colocar uma fatia de muçarela de búfala e folhinhas de manjericão, ou comprar um salmão defumado de qualidade, umas folhinhas de rúcula e palmito; coloque na mesa pimenta, sal, azeite extra virgem e balsâmico e você será feliz).

Mas, quando o assunto são as massas aí a coisa pega. E feio. O fettuccine  Taluly estava muito cozido, camarões com gosto de peixaria e duros, e mal se sentia o gosto do limão e do gergelim (e olha que são dois ingredientes poderosos em sabor). O prato conseguia não ter sabor algum. Sem falar na péssima apresentação. Meu amigo pediu o penne  Leonardo (com camarão, alho poró, ao creme) e não conseguiu nem comer metade.

Apesar da localização simpática, a R$ 150 por pessoa sem vinho nem suco nem sobremesa, o Quattrino é um restaurante ao qual não pretendo voltar. Quando o assunto é massa, prefiro ir ao Gero ou ao Tappo, gastar R$ 200, mas ir pra casa contente por ter comido bem.

#ComerMalÉSempreCaro