Misógino é aquele que sente ódio, aversão ou desprezo pelas mulheres. É um sentimento ainda bastante presente — na música, na literatura, nas opiniões — seja de forma explícita, seja de forma velada, no discurso machista de homens E mulheres, apesar da atração sexual que possa existir entre o interlocutor e o objeto de seu desejo-desprezo. Mas, talvez como uma forma de lutar contra séculos de opressão (ou mesmo se vingar de uma traição, do desprezo e da humilhação por um homem), cada vez mais artistas mulheres produzem obras misândricas, principalmente nos últimos vinte anos, seja através de músicas, como as cantoras Tori Amos, Nicki Minaj e Beyoncé-Who-Runs-The-World-Girls-Knowles, ou mesmo nas artes plásticas, como Sophie Calle (que, na obra intitulada Take Care of Yourself, expôs o email que o seu ex-namorado lhe escreveu para terminar o relacionamento pedindo para que mais de 100 mulheres analisassem a carta de ruptura, que terminava com a frase “se cuida”; o cara, naturalmente, não ficou feliz com a exposição e quis até processá-la). Só fiz esse texto porque não conhecia o termo misandria que é análogo à misoginia. 🙂 O antônimo de misandria, ou seja, o apreço pelo sexo masculino, é filandria. E o de misoginia, filoginia. Abaixo, a música Lookin’Ass Nigga (“Parecendo um idiota”, em tradução livre), da poderosa Nicki Minaj, em que ela desconstrói todas as mentiras dos homens (do comportamento deles na balada ao sexo), chamado-os de idiotas a cada verso. P.S. Antes que alguém venha defender os homens, seguem dados importantes: a cada dia 0 (zero) homens são assassinados em crimes relacionados à misandria, o que dá um total de 0 (zero) homens por ano. 0 (zero) em cada cinco serial killers tem como homens sua principal vítima. Mas, em 2014, milhares de homens tiveram sua honra atingida de maneira desumana por feministas radicais na internet.