O Colón é considerado um dos mais importantes teatros líricos do mundo e sua acústica é um benchmark  difícil de superar. Tem capacidade para 3500 pessoas e já recebeu as principais figuras da música do século 20 (Caruso, Callas, Stravinsky, Richard Strauss, Nijinsky entre outros).

O teatro, desenhado por Francesco Tamburini e Víctor Meano, foi inaugurado em 1908, com a ópera Aida  de Verdi, e a sua construção — que mistura elementos da renascença italiana e do barroco francês — levou 20 anos para ser terminada. Além de servir como palco, o Colón é sede de escolas de dança, canto e atuação; mantém um corpo estável de balé, orquestra e oficinas; e além de tudo isso, tem um museu.

O passeio que nos leva pelos bastidores do teatro (que é gigante e labiríntico) é imperdível (destaque para o Salão Dourado; os baignoires, uma seção escondida um pouco abaixo do nível da plateia destinada a pessoas em luto ou que não queriam ser vistas em público; e um palco em tamanho real no subsolo para ensaios), assim como é assistir a um grande espetáculo nesse importante e grandioso teatro.

O início da temporada do Colón sempre se dá no mês de março e termina em dezembro, e conta com balés, óperas e concertos de música clássica. O teatro fechou para reforma em 2006 e reabriu quatro anos depois, em 2010, com a apresentação de La Bohème, de Puccini. A reforma foi primorosa: a crina dos cavalos que recheavam os assentos foi mantida, já que nas medições de acústica realizadas no Japão, constatou-se que era essencial para a qualidade do som. Artesãos foram estudar em Veneza. A especialista que restaurou o Santo Sudário se encarregou dos tecidos para que não destoassem dos tons originais.