Epicentro de grandes movimentos — históricos, econômicos e estilísticos — que abalaram o mundo nos últimos dois mil anos, Londres é imponente, tradicional, mas ao mesmo tempo discreta (o que a torna um pouco inacessível aos iniciantes) e deliciosamente contemporânea.

A mais distante capital provincial do Império Romano — e, séculos depois, dona de seu próprio Império (um quarto do mundo já foi controlado por essa ilha do tamanho do estado de São Paulo) —, Londinium como foi batizada pelos romanos, continua a ser uma cidade global no sentido mais amplo do termo, já que desde sempre conviveu — e convive — com a influência das culturas mais diversas e distantes do planeta.

Terra dos esportes aristocráticos (golfe, tênis, pólo, corridas de cavalo) e do cricket; da alfaiataria (Savile Row, Jermyn Street e Alexander McQueen); do Commonwealth; dos jardins; da família real mais famosa do mundo (including cute Harry); do black cab (com o teto alto ainda desenhado para homens que usam cartolas) e do metrô mais antigo do mundo; do chá da tarde; do humor característico (de Monty Phyton a Little Britain); do fish’n chips e de Gordon Ramsay; e agora conhecida como Londongrado (a concentração de oligarcas russos que adotaram a cidade como lar não pára de aumentar), swingin’ London não poderia estar de fora do Guia Simonde.