A sensação é a de estar em um universo paralelo ao navegar no rio Negro por Anavilhanas, o segundo maior arquipélago fluvial do mundo, a bordo de um dos barcos da Expedição Katerre. Na foto, o pôr do sol em uma das muitas praias que surgem durante a seca do rio. Imagem: Shoichi Iwashita

Da próxima vez que perguntarem qual idioma se fala no Brasil é melhor repensar a resposta. Porque se em toda a Europa, com quarenta e quatro países, existem cerca de 140 línguas autóctones, só as 305 etnias indígenas que viviam em território brasileiro durante o Censo 2010 do IBGE — e vivem aqui há, pelo menos, dez mil anosfalavam duzentas e setenta e quatro línguas diferentes, o que torna o Brasil imbatível quando o assunto é diversidade sociocultural. A cidade de São Gabriel de Cachoeira, no Alto Rio Negro, no Amazonas, por exemplo, tem quatro idiomas correntes: português, tukano, baniwa e nheengatu. E nem pense em achar que é tudo-a-mesma-coisa. Comparar um tukano a um baniwa é como comparar um espanhol a um japonês (ah, e o tukano é como um idioma universal ao longo do Negro: várias etnias o falam como segunda língua, como se fosse o inglês no mundo…).

A variedade das etnias indígenas que seguem habitando a Terra Brasilis — esse território com litoral tão mapeado pelos portugueses nos séculos seguintes à invasão mas com um interior tão cheio de segredos e mistérios a ponto de eles chamarem esse interior desconhecido de Terra Incognitae — é enorme, mas não só. Além da riqueza humana, tem uma gigantesca-quase-infinita-e-ainda-hoje-“incógnita” biodiversidade. Só a bacia do rio Amazonas tem catalogadas mais de duas mil espécies de peixes. É a maior diversidade de peixes de água doce do mundo — com mais espécies que o Oceano Atlântico! —, entre pirarucus indomáveis, botos simpáticos, piranhas predadoras, candirus (sim, esses seres minúsculos que fazem um estrago ao entrar por nossos orifícios genitais frontais… e traseiros), aruanãs que saltam mais de um metro e meio para fora da água atrás de presas, e poraquês elétricos de dois metros de comprimento que soltam descargas de até 800 volts. Muitos dos quais você verá de perto durante esta viagem.

E toda essa vida que se interconecta — a dos homens, a dos peixes— só existe por causa de um elemento: os rios, essas entidades fascinantes que são ao mesmo tempo meios de sustento, deslocamento e comunicação; o que me faz lembrar que grande parte das cidades antigas que a gente ama, do Cairo a Bangcoc, passando por Londres, Paris e Viena, nasceram e seguem existindo em volta do Nilo, do Chao Phraya, do Tâmisa, do Sena, do Danúbio… A região amazônica concentra 70% da água doce existente no Brasil; que, por sua vez, equivale a 20% da água doce líquida do planeta, imagina.

RIO NEGRO, O MAIS EXUBERANTE DOS RIOS AMAZÔNICOS, COM A AUTENTICIDADE E RESPONSABILIDADE DA EXPEDIÇÃO KATERRE

Embarcando no Jacaré Açu em Manaus, sem píer, sem terminal de cruzeiros. Imagem: Shoichi Iwashita

Os rios amazônicos são enormes. O rio Negro é um dos três maiores rios do mundo e só por seu leito passa mais água do que a soma de todos os rios europeus. Na foto, o Jacaré Açu atracado durante nossa visita a uma comunidade cabocla. Imagem: Shoichi Iwashita

O encontro do rio Negro com o Solimões, em Manaus, onde descemos do barco e fomos até o encontro das águas com as voadeiras, os barquinhos mais rápidos, que permitem que a gente coloque a mão na água e sinta as diferentes temperaturas dos dois rios. Imagem: Shoichi Iwashita

Entre as centenas de ilhas em Anavilhanas, o céu e a vegetação refletem nas águas escuras do rio Negro. O solo, a gente só consegue ver nesta foto porque viajamos durante a vazante. Na cheia, quando o rio sobe até 14 metros, formam-se os igarapés, a floresta alagada, que pode ser navegada com pequenas embarcações. Imagem: Shoichi Iwashita

Total comunhão com natureza ao caminhar nu pelas ilhas desertas tomando sempre o cuidado para não pisar nas arraias que se enterram na areia (é preciso caminhar sempre arrastando os pés para não pisar em cima de uma e levar um furo com sua cauda) Imagem: Shoichi Iwashita

E não há melhor introdução a esse universo natural, cultural e humano tão rico — e quase transcendental na minha experiência — quanto uma viagem pelo rio Negro, o mais exuberante dos muitos e enormes rios amazônicos, a bordo do Jacaré Açu, o autêntico barco de madeira para apenas 16 passageiros da Expedição Katerre (e ótima notícia: sem mosquitos por causa da alcalinidade da água do rio Negro). E não fique com medo de fechar as expedições de sete, oito dias (estava receoso em fazer essa de três noites / quatro dias por ser ultraurbano-citadino-cosmopolita, mas eu quis-queria ficar mais tempo navegando e sentindo tudo aquilo).

Na cosmogonia dos tukano, ao mesmo tempo uma etnia e uma família de línguas falada ao longo dos rios Uapés e Negro, quando o Avô do Universo decidiu criar o nosso mundo com águas, terras, matas, dias, ar, nuvens e ventos, foi a Anaconda-Ancestral que carregou em seu ventre os seres que se tornariam nossos antepassados. Enquanto subia o Rio de Leite (o rio Negro), seguindo o caminho do Sol em direção ao rio Uapés, que é um dos principais afluentes do Negro, os humanos, que, nesse caso, viriam a ser os tukano, tomaram forma e… foram vomitados na Cachoeria de Ipanoré, seguindo assim para seus respectivos territórios fundar suas aldeias.

E é exatamente parte do trajeto da Anaconda-Ancestral — e na mesma direção, de Leste para Oeste, seguindo o Sol… — que fez a Expedição Katerre nesta viagem em que navegamos 150 quilômetros rio acima com o Jacaré Açu, por quatro dias, pelo Baixo Rio Negro (porque tem ainda o Médio e o Alto Rio Negro, já quase na fronteira com a Colômbia).

Partimos de Manaus com destino a Novo Airão — não sem antes ver o encontro das águas dos rios Negro e Solimões na própria capital amazonense —, passando por comunidades indígenas e caboclas ribeirinhas, e viajando por Anavilhanas, que, com 400 ilhas, forma o que é o segundo maior arquipélago fluvial do mundo (Mariuá, o número um, tá-logo-ali, também no rio Negro, e conta com 700). Sem falar em todo o contato com a natureza e descontato com o resto do mundo (não tem wi-fi, não tem 4G, não pega celular e rarissimamente você verá outros turistas ao longo da viagem). A Katerre tem ainda mais cinco opções de roteiros passando não só pelo Negro, mas também pelos rios Jauaperi, Jaú, Apuaú, entre outros [confira todas as opções de roteiro, clicando aqui}. 

{Para ver os stories feitos durante a viagem, é só acessar os Destaques “Amazônia”, no Instagram, clicando aqui.}

E EXPERIÊNCIA DENTRO DO BARCO JACARÉ AÇU: A CABINE, A COMIDA, A ESTRUTURA

O Jacaré Açu foi construído em Novo Airão com madeiras de lei amazônicas. Na foto, o balcão que serve de buffet para as refeições, que sempre tem comidinhas para beliscar durante o dia. Imagem: Shoichi Iwashita

A mesa posta do café da manhã a bordo do Jacaré Açu. Imagem: Shoichi Iwashita

A nossa cabine dupla no térreo do barco era com cama beliche. Imagem: Shoichi Iwashita

Amenities da Ekos da Natura, rede e edredon estão disponíveis dentro da cabine. Imagem: Shoichi Iwashita

No primeiro andar, onde estão também os quartos com cama de casal, está a sala de convivência, onde são ministradas palestrar sobre a viagem. Sobre um móvel, fica uma cesta cheia de chocolates para atacar durante o dia. Imagem: Shoichi Iwashita

Os viajantes voltando de um dos passeios para o barco Jacaré Açu. Imagem: Shoichi Iwashita

São oito cabines distribuídas em dois andares; ou seja, a capacidade máxima da embarcação é de 16 passageiros. As quatro cabines mais confortáveis, com cama de casal — e que eu indico —, ficam no primeiro andar do barco, onde também está a sala de convivência, que serve de espaço para as palestras sobre a viagem. No térreo ficam as outras quatro, com cama beliche (o que deixa a já pequena cabine um pouco claustrofóbica; da cama, para as duas pessoas, o teto está sempre bem próximo), e fica no mesmo nível da entrada do barco e do restaurante, simples, mas com comida caseira feita sempre com ingredientes frescos e da região por alegres cozinheiras — sem falar que é uma viagem gustativa pelos sabores dos peixes de rio: tambaqui, matrinxã, tucunaré são alguns dos peixes que você irá provar. A propósito, a equipe da Katerre, do guia ao capitão, passando por todos os tripulantes fazem toda a diferença. É lindo de ver e viver.

O barco de 64 pés e três andares é uma joia. Foi todo construído com madeiras de lei amazônicas utilizando as técnicas de construção artesanais locais pela antiga indústria naval de Novo Airão, que, infelizmente, já não existe. Troncos servem como pilares. Na parte interna, o teto de todos os ambientes, incluindo o dos quartos, é revestido com teçume, uma técnica que consiste no entrelaçamento de tiras naturais e tingidas de cauaçu, uma erva com fibras longas típica da Amazônia.

As cabines contam com ar condicionado, mas algumas vezes quando o barco está parado durante o dia, o gerador para de funcionar. Aí, o ar não liga, as luzes não acendem, as tomadas não funcionam. Por isso, leve um power bank carregado para aquela hora em que a bateria do celular estiver fraca e a energia cortada, e você quer sair para o passeio e tirar fotos.

No banheiro, todo revestido com uma resina branca e bem escuro (não tem iluminação natural, a luz é fraca, mas eles colocam uma luz portátil extra pra gente conseguir enxergar melhor as coisas), é preciso se acostumar com o fato de que a água da torneira e do chuveiro é a água do rio, por isso um pouco escura, afinal estamos no rio Negro. E, apesar da temperatura natural da água, não é nada sofrido tomar banho. Minha única restrição era escovar os dentes… Ia sempre até à cozinha com minha garrafinha pegar água do filtro para lavar a boca.

O barco não navega à noite e atraca para dormir. E como nossa viagem aconteceu em novembro, época da vazante, quando o rio está bem baixo e centenas de praias surgem nas ilhas de Anavilhanas (imagina que o rio Negro chega a subir quatorze metros na cheia), cada fim de tarde o barco atracava em uma dessas ilhas desertas para que passássemos a noite — e a cena da tripulação naquela escuridão prendendo o barco na areia sob a luz de um holofote tinha uma teatralidade belíssima de ser contemplada.

E é incrível descer do barco à noite, caminhar por aquela areia — completamente isolado do mundo; leve uma lanterna ou use a do celular —, deitar e ver aquele céu estrelado em meio a um silêncio quase ensurdecedor, quebrado apenas pelo barulho de um ou outro peixe que esteja nadando por perto. Para quem tiver medo de descer, o deque no terceiro andar com cadeiras e redes é uma opção para contemplar as estrelas (aproveite para baixar, antes da viagem, aqueles aplicativos de estrelas para que você identifique os planetas e as constelações no céu). Só não dá pra ficar muito tempo no deque, tipo até muito tarde, já que lá dorme parte da tripulação… em redes, como é típico na Amazônia.

QUANDO IR: NA CHEIA OU NA VAZANTE, DUAS EXPERIÊNCIAS DIFERENTES

Adentrando uma floresta nativa na companhia de um guia para aprender sobre a vegetação, os animais, o comportamento dos indígenas na mata e técnicas de sobrevivência. Imagem: Shoichi Iwashita

Uma das praias de Anavilhanas. Imagem: Shoichi Iwashita

Durante a visita à etnia Tatuyo — originalmente da Colômbia, mas que vêm descendo o rio Negro — é possível conhecer seus costumes e assistir às suas danças rituais na maloca, a construção central das comunidades que simboliza o universo. Imagem: Shoichi Iwashita

Durante os rituais, o fogo fica sempre aceso e é feito com uma resina de árvore altamente inflamável (é possível fazer fogo com ela mesmo molhada). Imagem: Shoichi Iwashita

Os indígenas moravam todos juntos na maloca (construções que podem ser enormes) antes da chegada dos portugueses, que achavam aquilo um absurdo. Ao longo do tempo, os indígenas passaram a construir uma casa para cada família. Imagem: Shoichi Iwashita

Os rios estão tão interconectados que, tentar descobrir onde está a nascente do rio Amazonas me levou ao sul do Peru, a 5597 metros de altitude! Sem falar que entre os nomes que o rio Amazonas leva no país vizinho está o Urubamba, o rio que passa pelo Vale Sagrado e Machu Picchu, antes de chegar à Colômbia e, assim, ao Brasil, com o nome de Solimões, a 82 metros de altitude.

O degelo dos Andes e a temporada de chuvas na floresta de dezembro a maio fazem com que o rio Negro suba até 14 metros na época da cheia, que chega ao pico em julho. Isso quer dizer que, com o rio cheio, as florestas ficam alagadas — grande parte das árvores ficam completamente submersas —, e que, no período da vazante, surjam centenas de praias desertas de areia branca e fininha nas muitas ilhas de Anavilhanas. Por isso, dependendo da época do ano em que você fechar sua viagem, as experiências e as paisagens mudam: na cheia, de janeiro a junho, você vai conseguir navegar pelos igarapés, os corredores navegáveis de floresta alagada (igarapé, em tupi, quer dizer “corredor alagado”); e na vazante, entre setembro e novembro, vai curtir as praias e até jantar na areia sob as muitas e brilhantes estrelas.

Já as visitas às comunidades indígenas e caboclas fazem parte da alma Katerre. E o que mais me impressionou foi ver o respeito que a empresa tem: diferentemente de criar um produto turístico para atender a uma demanda de mercado, quem desenha as experiências são os próprios integrantes da comunidade. Quando chegamos, o guia da Katerre não fala, não interrompe. O protagonismo é todo deles, de quem nasceu ali, de quem vive ali. Sim, você consegue comprar seus trabalhos, mas não há insistência, o que faz com que a gente se sinta menos como uma carteira-com-dólares-ambulante como em muitos lugares e sinta a vida às margens do rio Negro (por isso, aproveite para fazer muitas perguntas, seja curioso, se abra, porque é uma realidade muito diferente da nossa; e tão mais sustentável…).

A INTERAÇÃO COM OS ANIMAIS: QUAIS ANIMAIS VOCÊ VAI VER?

Apesar do cuidado e da responsabilidade da Katerre na seleção das experiências — só teve um passeio que não tinha a ver com o espírito-de-expedição-exclusiva que a gente esperava, a visita a uma cachoeira, acessível de carro de Manaus, e, por isso, lotada de gente —, a interação com os animais, para mim, gera sempre sentimentos ambíguos.

Vários lugares, nas cidades e ao longo do rio, oferecem a experiência com os botos-cor-de-rosa, que acontece em plataformas flutuantes. Esses golfinhos de água doce são atraídos com comida (e só os funcionários podem alimentá-los) e, apesar das muitas regras para garantir a segurança dos viajantes e dos animais, e eles estarem livres na natureza — diferentemente desses parques aquáticos pavorosos —, é aquela experiência-pra-turista-ver-e-tirar-foto. Pra mim, foi bem mais interessante vê-los nadando livres a partir do barco (mesmo que ao longe) ou enquanto aproveitávamos a praia… Só atenção pois, enquanto você estiver se banhando no rio, aqueles mais acostumados com os humanos se aproximam (talvez achando que vão ganhar comida), nadam relando nas nossas coxas, e, como a gente não consegue enxergar direito porque a água do Negro é escura, é aquele susto!

O mesmo com o pirarucu, já em extinção, criado em cativeiro para abastecer os restaurantes, uma vez que é hoje uma iguaria gastronômica Brasil afora. Imagine esses peixes fortes e enormes (eles chegam a ter três metros de comprimento), que navegam milhares de quilômetros, presos em um tanque de cinco-metros-por-cinco. Tudo bem que, diferentemente da experiência da pesca de piranhas — em que machucamos os peixes com os anzóis (não só as piranhas) para vê-los de perto —, a interação com os pirarucus se dá com cabos de madeira e peixes amarrados habilmente a um barbante; sem anzol para não ferí-los. E, enquanto ele está com o peixe na boca, conseguimos ver sua pele belíssima (cujo couro já é aproveitado para a confecção de bolsas e sapatos), seus movimentos rápidos e bruscos, e sentir no braço toda a sua força.

E tem sempre essa interferência humana sobre o comportamento de animais selvagens que considero um pouco problemática (como meio que acontece com os botos)… No passeio para ver os macaquinhos, paramos em frente às ruínas de um antigo resort de floresta. Ao ver os barcos se aproximarem, dezenas deles descem rapidamente das árvores atrás da comida que sabem que vão receber, como se fossem viciados. Segundo o biólogo e doutorando em Ecologia do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, Igor Yuri, alimentar animais selvagens sempre desequilibra a dinâmica natural, causando problemas que vão de obesidade à superpopulação, por causa do aumento da oferta de alimento. Também tem a focagem de jacarés à noite. É, sim, impressionante ver a coragem e a habilidade do guia em localizar, capturar e segurar com as mãos esses répteis de boca enorme, força extrema na mandíbula e dentes afiadíssimos (qualquer deslize ali pode virar uma tragédia), mas essa interação causa um stress horrível nos animais…

Já durante os passeios com as voadeiras — os dois barquinhos rápidos que vão amarrados na traseira do Jacaré Açu e servem para acessar rios menores e mais rasos — e também nas comunidades ribeirinhas, você verá o voo livre-livre-livre de belíssimos pássaros, de muitas cores, formatos e tamanhos naquelas paisagens que fazem desacreditar os olhos; e foi aí que eu fui mais feliz. A consciência tranquila de poder apreciar essas belezas sabendo que não estava causando nenhum tipo de impacto negativo é o melhor sentimento em uma viagem de natureza. Talvez você também veja bichos-preguiça nas árvores. Mas não espere ver outros animais grandes.

{O nosso manifesto do viajante de luxo consciente, você confere clicando aqui}.

QUANTO CUSTA UMA VIAGEM PELO RIO NEGRO COM A EXPEDIÇÃO KATERRE?

A Katerre funciona no sistema tudo-incluso. Todos os transfers, passeios com guias, refeições e bebidas — incluindo as as cervejas e caiprinhas — estão inclusas no valor da viagem. Para o roteiro de três noites e quatro dias pelo Parque Nacional de Anavilhanas, calcule a partir de R$ 12.120 no quarto com cama de casal para duas pessoas. Para a viagem mais longa da Expedição, de sete noites e oito dias (eles têm outro roteiros com quatro, cinco ou seis noites), calcule a partir de R$ 20.400 para duas pessoas.

AS EXPERIÊNCIAS DO EMPRESÁRIO RUY TONE QUE SE UNEM, COMO UMA MARCA REGISTRADA QUE A GENTE AMA

O Jacaré Açu pronto pra dormir… Imagem: Shoichi Iwashita

Imagine uma sequência de experiências que entregam o melhor de um destino; de forma quase completa. Foi isso o que o empresário paulista Ruy Carlos Tone, há 20 anos fazendo a ponte aérea São Paulo – Manaus conseguiu ao criar não só a Expedição Katerre, mas também restaurantes e hotéis entre Manaus e Novo Airão.

Na chegada à Manaus, é imprescindível fazer uma reserva no restaurante Caxiri, de frente e com vista privilegiada para o Teatro Amazonas, que explora todo o potencial dos ingredientes amazônicos com assinatura da chef Débora Shornik. De Manaus, a bordo do Jacaré Açu, você vai aproveitar, de forma exclusiva e confortável, toda a natureza e as comunidades do rio Negro, como você acompanhou nesta matéria. Chegando a Novo Airão, não dá para não comer no restaurante flutuante Flor do Luar (imagina um lugar onde se pode nadar no rio antes do almoço); não se hospedar no Mirante do Gavião, um inesperado hotel design em meio à floresta cuja crítica você confere em breve aqui na Simonde; e não visitar a Fundação Almerinda Malaquias, um centro de capacitação profissional para a comunidade local que resulta em trabalhos sofisticadíssimos de marchetaria usando madeiras amazônicas. E detalhe: o barco da Katerre atraca no próprio hotel Mirante do Gavião e suas malas vão direto da cabine para o quarto. Mais perfeito, impossível.

Não só. O hidroavião que te leva de volta para Manaus também decola de frente ao hotel e você terá a mais linda despedida — e lembranças — desta viagem transformadora ao observar, agora do alto, o arquipélago de Anavilhanas com suas 400 ilhas a perder de vista.

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