O Chou é um restaurante de comidinhas simples, bem preparadas com ingredientes frescos, não fotogênicas mas cheias de sabor, em uma charmosa casinha decorada com móveis rústicos e que tem um agradável quintal-jardim — nosso lugar preferido para jantar —, que no inverno ganha aquecedores e mantas, e no verão pernilongos (vá de calça comprida e repelente nos braços). O Chou poderia facilmente estar em Palermo Viejo.

Pra começar, peça o couvert e entradinhas para beliscar (adoro o chevrotin, as lulinhas na chapa com aioli e os lagostins grelhados). De prato principal, selecione a carne — impecavelmente — grelhada que tiver vontade no dia, só NÃO DEIXE de pedir como guarnições o risoni (uma massa no formato de arroz) cremoso com hortelã e pecans (não se preocupe, o sabor do hortelã é bem sutil, quase imperceptível) e as batatas rústicas amassadas com ovo, cebola, mostarda e manjerona, que vem fria mas vai muito bem no conjunto. Esses dois acompanhamentos combinam com qualquer carne: do peixe fresco do dia (no Chou, eles não trabalham com peixe congelado) à coxa e sobrecoxa de frango (sem osso), passando pelas costeletas de porco e o miolo de contrafilé argentino. Se quiser manter a dieta, tem batata doce orgânica assada como opção (só peça sem manteiga). As guarnições são cobradas separadamente.

A única coisa que decepciona no Chou são as sobremesas, apesar de todos os adjetivos que as descrevem no cardápio (“decadente”, “perfumado”, “pra comer como se não houvesse amanhã”). Do cookie ao bolo de banana, nada impressiona.

O serviço é bom, mas só seria preciso ter um pouco mais de atenção quando o cliente abre a porta da casa. Raramente alguém vem te receber e você tem de sair à caça de alguém para pedir uma mesa.

Uma noite no Chou com amigos, bebidinhas e comidinhas é sempre muito agradável. E pode ser romântico também. <3

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O pequeno salão onde fica o bar que antecede o delicioso jardim. Imagem: Gui Galembeck – Divulgação.