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Artes dramáticas | Teatro

Paris para quem fala francês: Um roteiro além do básico para os apaixonados por cultura; teatro, cinema, literatura

Não é preciso falar qualquer idioma perfeitamente para apreciar grande parte das experiências nas viagens: as paisagens, a arquitetura, a gastronomia, os concertos, espetáculos de dança, as exposições (a maioria dos museus tem placas e legendas versadas para o inglês), as vitrines. Mas para se aprofundar na cultura local e absorver a visão de mundo dos nativos (quase sempre muito diferente da nossa, e essa é uma das partes mais enriquecedoras das viagens), seja lendo os artigos de opinião dos jornais sobre os assuntos do momento,...


Teatro Kabuki, luxo e drama para o povo há 400 anos

“O povão gosta de luxo, quem gosta de miséria é intelectual.” Essa frase do maranhense que fez história no carnaval carioca, Joãosinho Trinta, não poderia descrever melhor a diferença entre os teatros clássicos japoneses, o no e o kabuki. Enquanto o no — que vem praticamente inalterado desde o século 14 — é sóbrio, filosófico, sutil e sempre serviu de entretenimento para a aristocracia (a família imperial, os shogun — os governantes de facto  do Japão do século 12 ao século 19 — e os daimyo, os senhores...


Um Bonde Chamado Desejo; outro chamado Cemitérios

Decadente e atormentada, sim. Mas Blanche DuBois não é uma patricinha bonita e surtada que vive no mundo fantasia. É uma menina bem nascida — era “meiga e confiante”, nas palavras da irmã — que não suportou o suicídio do marido, seu primeiro e único amor (“era como se uma luz ofuscante iluminasse o que sempre havia estado nas sombras”; “tudo o que eu sabia é que eu não consegui ajudá-lo com os problemas dos quais ele não conseguia falar” ), e que, após a tragédia, encontrou no sexo com muitos parceiros num...


A Velha, dirigida por Bob Wilson

Tenho muitas dúvidas quanto à capacidade de uma peça que se utiliza de uma linguagem circense, com uma história-não-história-comédia (tragédia?), absurdista-surrealista com frases que se repetem ad infinitum, que envolve fome, morte-assassinato (ou apenas um pesadelo?), sem personagens (seriam A e B a mesma pessoa, o escritor em apuros?), que nos remete à Beckett, Ionesco ou Kafka (não tente entender a história), se fazer gostar pelo público de forma tão unânime. Mas parece que a última obra do dramaturgo norte-americano Robert...


Por que os atores da Comédie Française usam o nome da companhia de teatro como “sobrenome” quando atuam no cinema?

Por que a Comédie Française, esta instituição cultural francesa fundada por Luís 14 e Molière em 1680 e que ocupa o mesmo prédio desde 1799, é o único teatro do Estado francês, o único teatro que tem uma companhia permanente de 63 atores contratados exclusivamente, que apresentam uma média de 850 peças por temporada-ano, em três salas (Richelieu, a sala mais bonita, o Vieux-Colombier e o Studio-Théâtre), com um repertório com mais de 3 mil peças de teatro (só as peças de Molière foram encenadas 33.400 vezes, de 1680 a...


Kabuki-za V

Para quem gosta de artes, assistir a uma peça do gênero kabuki no teatro Kabuki-za é uma das experiências mais incríveis do Japão. O kabuki, junto com o no, o bunraku e o buto, é um teatro tradicional japonês que (apesar de – ou justamente por – ser luxuoso, assim como a ópera, era destinado às massas) surgiu no século 18. Todos os atores (homens, já que mulheres até hoje não são permitidas) estudam praticamente a vida inteira para especializar-se em um único tipo de papel (algo impensável para a nossa dramaturgia...


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