Entre dois grandes núcleos de vida da cidade de São Paulo — a 600 metros da avenida Paulista (e da estação do metrô Brigadeiro) e a 1,3 quilômetro do Parque Ibirapuera —, o hotel Canopy, inaugurado pela rede Hilton em 2020, preenche uma lacuna importante na oferta hoteleira da maior cidade do país. E, com uma ótima relação custo-benefício frente a outros bons hotéis paulistanos — diárias com café da manhã a partir de R$ 900 frente a R$ 1.500, R$ 2.500 —, atende perfeitamente às necessidades do viajante contemporâneo. Até porque o Canopy não tem piscina, mas o Emiliano também não tem, e o Fasano tem só uma jacuzzi indoor. {Clique aqui para saber em que bairro se hospedar na cidade e quais os melhores hotéis de São Paulo.}

Além da boa localização — a apenas duas quadras de alguns endereços favoritos Simonde, como o restaurante japonês Aizomê, a padaria francesa La Boulange, o café Mug —, o edifício conta com um agradável lounge-bar-com-vista no último andar, um restaurante-e-bar no térreo, e salas de reunião e um deck com mesas ao ar livre no primeiro andar, onde também está uma miniacademia acessível com a chave do seu quarto 24 horas por dia. Ou seja, não faltam espaços para trabalhar e socializar. E o wi-fi, gratuito para os hóspedes que fazem parte do programa de fidelidade Hilton Honors (basta se cadastrar na hora do check-in), funciona super bem em todas as áreas do hotel.

Não desconfiem (como eu) quando te falarem que o Canopy fica na avenida Brigadeiro Luís Antônio, porque o projeto “deu as costas” para esse que é um dos grandes corredores de ônibus da cidade com paisagens nada atraentes. As janelas dos quartos foram projetadas para terem vistas laterais (voltadas ou para o parque ou para a Paulista) e a entrada do hotel está em uma ruazinha residencial sem saída e supertranquila, a Saint-Hilaire. Você nem vai se lembrar de que está na Luís Antônio.

 
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Vista do bar do rooftop do hotel Canopy São Paulo
A vista para o Parque do Ibirapuera do bar do rooftop, o Barno, que conta com uma varanda e dois lounges internos, no hotel Canopy. Imagem: Shoichi Iwashita

QUARTOS CONTEMPORÂNEOS, COM ÁGUA À VONTADE E SEM GUARDA-ROUPA

Tons terrosos com verde-oliva na bela paleta de cores dos quartos do Canopy São Paulo. Veja mais fotos do hotel ao fim da matéria. Imagem: Shoichi Iwashita
Amplas janelas, mesa de trabalho, TV smart de 55 polegadas. Imagem: Shoichi Iwashita
Estante-guarda-roupa com três gavetas, cofre, ferro e tábua de passar roupa. Imagem: Shoichi Iwashita
A pia fica aberta para o quarto e tem boa iluminação. Imagem: Shoichi Iwashita
Vaso sanitário e ducha, juntos e fechados. Imagem: Shoichi Iwashita

Os 98 quartos, que começam em 20 metros quadrados e vão até 38, são lindos e corretos… até na falta do guarda-roupa, substituído por um móvel com cabideiro aparente. Como eu raramente tiro as roupas da mala, a não ser por um paletó e uma ou duas camisas sociais passadas, gosto da ideia de ter mais espaço no quarto em vez de um item de mobiliário grande que quase nunca uso.

Amo também a cabeceira da cama, uma combinação irresistível de madeira, palha e couro em tons naturais; a televisão smart de 55 polegadas com todos os canais a cabo e aplicativos de streaming; as muitas tomadas e saídas USB sobre as mesas de cabeceira e de trabalho; as janelas grandes com isolamento acústico (mas peça um quarto acima do décimo andar se quiser uma vista ampla para a cidade); e os metais cromados do banheiro, composto apenas pelo vaso sanitário e ducha, já que a pia fica separada, aberta para o quarto. Outra solução inteligente do projeto: o fato de alguém estar usando o banheiro não impede que outra pessoa use a pia.

Só saiba que os quartos contam com ar condicionado, mas não com aquecimento. Me hospedei no hotel em um dia de frio rigoroso em São Paulo, em julho de 2021, e mesmo colocando a temperatura máxima (e o ar seguindo frio), tive de desligar e ficar bem agasalhado dentro do quarto. Como só havia lençol e edredom na cama, pedi um cobertor extra com medo de acordar no meio da noite com frio. Mas eles não têm cobertores, então me trouxeram outro edredom, que coloquei por cima de tudo. Conforto térmico é sempre uma variável importante na hospedagem.

Apesar dos amenities em embalagens de uso único (que eles substituam em breve por uma opção menos nociva ao meio ambiente), o Canopy ganha pontos no quesito sustentabilidade. O sistema de ar condicionado funciona por meio de gás e não energia elétrica. Vinte e sete placas fotovoltaicas instaladas na cobertura do edifício garantem o aquecimento da água do banho dos hóspedes. Para o café dentro-do-quarto, as máquinas Nespresso são usadas com as cápsulas compostáveis da marca brasileira Orfeu — e eles não cobram pelas duas cápsulas repostas pelo serviço de quarto diariamente, o que é sempre simpático. Em vez das garrafinhas plásticas no frigobar, eles deixam uma jarra de vidro dentro do quarto e para que você se sirva à vontade no filtro de água instalado no corredor do seu andar.

Além do que você deixa de gastar com a água e o café caros dos hotéis, só penso em quantas milhares de garrafinhas deixarão de virar lixo tóxico ao longo de um ano de operação.

STELLA: PRATOS DELICIOSOS E BEM EXECUTADOS NO RESTAURANTE DO CANOPY

O bar no meio do salão principal do restaurante Stella, com balcão em mármore, luminárias feitas a partir de cestaria indígena e amplos janelões que garantem bastante iluminação natural. Imagem: Shoichi Iwashita
A arrumação da mesa com pratos da ceramista nipo-brasileira Kimi Nii. Imagem: Shoichi Iwashita
Excelente risoto feito com cogumelos selvagens colhidos pela etnia Yanomami. Imagem: Shoichi Iwashita
O ponto alto do jantar: tiramisù delicioso, apesar da porção pequena (já peça dois). Imagem: Shoichi Iwashita

A preocupação com a sustentabilidade se estende para a seleção dos ingredientes dos pratos do menu do restaurante do Canopy, o Stella, que, tirando algumas questões, tem tudo para entrar para a nossa agenda em São Paulo.

Porque, além do ambiente agradável, uma caixa de vidro com bar no meio, pé-direito alto, mesas externas (ótimas para o brunch que eles servem aos domingos) e cerâmicas da Kimi Nii, pratos como o risoto de cogumelos selvagens (feito com cogumelos yanomami), os mexilhões no vapor com cachaça envelhecida em amburana (uma árvore nativa do sertão nordestino) e o tiramisù estavam muito, muito bem feitos. E deliciosos. O tiramisù do Stella entrou para o nosso guia de tiramisù em São Paulo.

Só não fui muito feliz com minha entrada, um creme de couve-flor gratinado com queijo parmesão servido no pão de cúrcuma. Além da textura mais consistente do creme, que poderia ser mais leve e delicado, o fato de ele ser servido dentro de um pão de fermentação natural impecável, impossível de comer todo como entrada por conta do tamanho, me fez questionar o desperdício. Ia gostar mais se o creme fosse servido em um prato fundo, com uma ou duas fatias daquele pão delicioso.

Outra questão é que não dá mais para levantar a bandeira da sustentabilidade — e prevenção de epidemias/pandemias — sem passar pelo consumo de proteína animal. E há apenas um prato vegano em todo o cardápio: uma massa. Com tantos cereais, leguminosas, cogumelos, sementes, frutas e hortaliças, sempre me pergunto por que massa é quase sempre a única opção para veganos em grande parte dos restaurantes…

OS HOTÉIS CANOPY PELO MUNDO

A Canopy — que quer dizer toldo, abrigo ou ainda dossel, do inglês — é uma das 15 marcas da Hilton Worldwide. Com uma proposta mais jovem e urbana, são mais de 30 hotéis Canopy no mundo, principalmente nos Estados Unidos, mas também em São Paulo, Paris, Dubai, Chengdu e Hangzhou. No Brasil, só temos hotéis Hilton (ainda nenhum Waldorf-Astoria ou Conrad, as marcas do segmento luxo do grupo), que têm uma imagem mais corporativa, mais conservadora, em localizações não muito atraentes (em São Paulo, o Hilton fica nas Nações Unidas, na Marginal Pinheiros; e, no Rio, em Copacabana e na Barra da Tijuca). Por isso, a chegada da Canopy a São Paulo é uma iniciativa que chega para rejuvenescer a imagem do grupo no Brasil.

ENDEREÇO CANOPY HILTON SÃO PAULO:
O Canopy by Hilton São Paulo Jardins fica na rua Saint-Hilaire, 40, nos Jardins, ao lado da avenida Brigadeiro Luís Antônio.

RESERVAS:
{Faça a sua reserva para o Canopy São Paulo, clicando aqui.}

O edifício do Canopy Jardins, que fica no fim de uma rua sem saída. Imagem: Shoichi Iwashita
A entrada do hotel para carros e pedestres na rua Saint-Hilare, com serviço de manobrista. Imagem: Shoichi Iwashita
Fácil para embarcar, desembarcar e manobrar. Imagem: Shoichi Iwashita
O lounge ao lado da varanda no bar do topo do hotel. Imagem: Shoichi Iwashita
O outro lounge fica ao fundo no último andar e suas paredes foram pintadas por um artista convidado. Imagem: Shoichi Iwashita
Mais uma foto do segundo lounge do bar. Imagem: Shoichi Iwashita
No primeiro andar, a varanda ao ar livre é o único lugar que você irá “escutar” a avenida Brigadeiro Luís Antônio. Imagem: Shoichi Iwashita
A academia é bem pequena, tem poucos pesos livres (apenas até 10 quilos), mas fica acessível 24 horas por dia através da chave do seu quarto. Imagem: Shoichi Iwashita
A cama pela manhã e a garrafa de vidro na cabeceira, que você pode abastecer o quanto quiser no filtro de água instalado no corredor do andar. Imagem: Shoichi Iwashita
O café da manhã é híbrido: tem o buffet, mas também tem várias opções à la carte. Imagem: Shoichi Iwashita
Ovos beneditinos e pães excelentes sempre. Imagem: Shoichi Iwashita

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