Sorvete igual ao italiano não há. Numa era quando São Paulo ainda não tinha a Gelateria Parmalat, a Vipiteno ou a Bacio di Latte, me lembro de, na Itália, tomar dois, três gelati  por dia só pra aproveitar ao máximo a cremosidade e o superlativo sabor dos sorvetes. E da abertura da Bacio di Latte, na Oscar Freire, em 2011, para as sete filiais existentes! – e bem sucedidas – em dois anos, só mostra o quão carentes, nós, paulistanos, éramos de um bom gelato.

Os sorvetes são feitos diariamente, utilizando leite fresco, açúcar orgânico e os melhores ingredientes (a avelã Trilobata vem de Langhe, no Piemonte; o pistache vem de Bronte, na Sicília; as frutas estão sempre no seu melhor estado; sem falar nas diversas – e incríveis – opções de chocolate de origem – 13 opções! tudo bem, nem sempre todas disponíveis no mesmo dia, ao mesmo tempo) e você pode pedir no copinho, que comporta até três sabores (pequeno a R$ 8, médio a R$ 10 e grande a R$ 12), ou na casquinha, com dois sabores. O ambiente não poderia ser mais charmoso com mesas coletivas, cadeiras e espaços externos (em algumas lojas) e os inconfundíveis bancos feitos a partir de latas de leite.

Não raro saio de restaurantes sem sobremesas muito atraentes e vou terminar a refeição na Bacio di Latte, seguida de um charmoso espresso acompanhado de uma bolinha do sorvete de leite, que dá nome à casa.