O pão de queijo é delicioso, daqueles que você sente a textura do queijo derretido na boca. Com relação ao couvert  (com comidinhas e dez tipos de pães, todos feitos na casa em forno de barro e que passam quentinhos, toda hora), é preciso ter muito autocontrole e saber a hora de parar, pois corre-se o risco de não se conseguir chegar nem ao prato principal (por isso, vá em dois ou quatro e compartilhe os pratos: das entradas às sobremesas, as porções são muito bem servidas). E, apesar de ser considerado por muitos especialistas como o melhor restaurante de carnes de São Paulo (você encontra de picanha a kobe beef ), uma das melhores características do Rubaiyat é que dá também para se ter uma ótima refeição de peixes e frutos do mar; perfeito para quem não come carne bovina ou suína (dá para levar os amigos gringos sem sofrer).

É uma pena que o Rubaiyat original, aberto em 1957 na Vieira de Carvalho, no centrão de São Paulo, não exista mais, diferentemente do Almanara da Basílio da Gama, aberto em 1950, que resistiu à degradação do Centro de São Paulo (e a gente adora). Mas ainda são cinco unidades Rubaiyat no Brasil (São Paulo, Rio e Brasília), uma na Espanha (Madrid), uma no México, e o restaurante Cabaña Las Lilas, em Buenos Aires, que também pertence à família Iglesias. Em São Paulo, são três endereços: na busy-busy-business  Faria Lima, aberto em 1974, na Alameda Santos (a três quadras do metrô Brigadeiro), aberto em 1976, e a frondosa Figueira Rubaiyat, aberta em 2001, restaurante que trouxe para São Paulo a hoje chef  celebridade Paola Arturito Carosella.

Os grandes diferenciais do Rubaiyat são o serviço à la carte (acho horrível aquele bando de homens com espetos nas mãos invadindo as mesas e interrompendo a conversa a cada três minutos nas churrascarias a rodízio), a carta de vinhos (são 700 rótulos) e o conceito “da fazenda para o prato: toda a carne de seus restaurantes (bois, porcos, frangos, criados soltos e com alimentação natural) vem de sua própria fazenda, localizada em Dourados, no Mato Grosso do Sul. O fato de que tudo é impecavelmente preparado, de que qualquer refeição seja um banquete e o décor  escuro que mistura couro rústico, madeira e concreto, típico de uma São Paulo de décadas passadas, faz com que a gente adore o Rubaiyat.

SONY DSCO ótimo couvert. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCCarpaccio de vieiras com azeite cítrico e mostarda, que é preparado num carrinho pelo chef, ao lado da mesa, dividido para duas pessoas. A porção inteira é muita coisa. Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCEm comemoração à eleição do Cabaña Las Lilas (de Buenos Aires e dos mesmos donos do Baby Beef Rubaiyat) como o quarto melhor restaurante de carnes do mundo pelo jornal britânico The Telegraph, as unidades do Baby Beef do Rio e da Faria Lima servem por tempo limitado o Corte Secreto, um corte exclusivo da região da pata dianteira do boi abatido quando chega a um ano de idade, servido numa grelha quente e acompanhado de sal de vinho Malbec e batatas gratin (R$ 99). Imagem: Shoichi Iwashita SONY DSCCrepe de doce de leite com sorvete de creme, também dividido para duas pessoas. Imagem: Shoichi Iwashita Baby Beef Rubaiyat FLima -ambiente com jardim ao fundo2 foto Gladstone CamposBaby Beef Rubaiyat FLima ambiente com jardim foto Gladstone Campos Os salões do Baby Beef Rubaiyat Faria Lima, o mais antigo, aberto em 1974. Imagens: Divulgação | Gladstone Campos