
Um dos grandes problemas de São Paulo e do Rio tem um nome: flanelinhas. Eu tenho simplesmente horror a eles. Folgados, mal-educados, ameaçadores (quando não ficam discutindo entre eles na sua frente), já chegaram a me cobrar R$ 30 – adiantados, claro – para eu deixar o meu carro estacionado na rua, sem direito a seguro e manobrista (ah, eles também não têm endereço fixo, não pagam aluguel, funcionários e não tem documentação alguma). Trinta reais para que seu carro não tenha nenhuma proteção, para ocupar espaço público e para que esses proprietários informais da rua peguem o seu dinheiro e vão embora antes que você volte. Isso é crime e tem nome: extorsão e loteamento de espaço público.
Mas a polícia não faz nada, a Prefeitura não faz nada, e existe até uma legislação federal de 1975 que reconhece a profissão de “guardadores e lavadores autônomos de veículos automotores”. Os profissionais deveriam ter registro nas delegacias regionais do Ministério do Trabalho e o pagamento pelo serviço deveria ser opcional. Agora, querem cadastrar os flanelinhas para que eles possam exercer a atividade. Mas, não havia fiscalização antes, não vai haver fiscalização agora. Vamos continuar sendo vítimas desses foras-da-lei em alguns dos eventos da cidade.
No Rio de Janeiro, de janeiro a junho, já foram presas 537 pessoas. Do total de 960 flanelinhas ilegais, 90% já tinham alguma passagem pela polícia.
Por isso, em algumas festas e eventos, vá de motorista, ou então, agende com um taxista amigo a hora de levar e buscar (mantendo sempre contato pelo telefone celular). Prefiro gastar R$ 150, R$ 200 a ter o desprazer de ter qualquer forma de contato com esses indivíduos.