
A rolha intacta da garrafa de champagne da década de 1780 descoberta na semana passada. Foto: Reprodução
Entre a Suécia e a Finlândia, ao descobrir um navio naufragado a 60 metros de profundidade, mergulhadores encontraram 30 garrafas de champagne, que estariam sendo levadas para a Rússia. A maior surpresa para a sortuda tripulação – descobrir uma carga de champagne nas inusitadas profundezas do mar deve sempre ser bom (vou fazer um jantar hoje e vou ali ao Mar Báltico buscar o champagne) – foi abrir uma das garrafas e constatar que o champagne é “fantástico”. E essa história consegue ser ainda mais fantástica graças à safra da bebida, que foi produzida há aproximadamente 230 anos...
As garrafas já foram enviadas para especialistas em vinho na França. Se as rolhas estiverem inactas e a bebida em condições de ser consumida, cada garrafa dos champagnes década 1780 poderá ser vendida por quase US$ 70 mil.
O champagne mais antigo do mundo conhecido até então era um Perrier-Jouët 1825. Nas caves da Pommery, cheguei a ver a garrafa mais antiga da adega, que é de 1874 (apenas uma), mas que está lá apenas como relíquia já que se supõe que ela não sirva mais para o consumo, apesar do ambiente ideal de armazenamento.

A garrafa 1874, a mais antiga e a única, na cave da Pommery. Foto: Shoichi Iwashita