

Um lugar único. Uma enorme parede branca de 8 m x 5 m x 25 cm de espessura que flutua (sustentada apenas por uma coluna) na fachada da construção no quarteirão em que Artur de Azevedo é uma vila sem saída. Um colecionador generoso que decidiu criar um espaço para dividir sua coleção de arte contemporânea com o público. Não é galeria, não é museu. Oswaldo Corrêa da Costa, que começou a colecionar na adolescência, não tem funcionários e é ele quem atende o telefone, agenda os horários, recebe e explica as obras aos visitantes, e faz a curadoria das exposições – que é uma forma de fazer recortes em sua coleção e entender melhor como ela foi formada ao longo dos anos. É a primeira e única coleção particular aberta ao público na cidade de São Paulo (outro projeto com proposta parecida no Brasil é Inhotim, do empresário Bernardo Paz, no interior das Minas Gerais).
A inauguração, com o elegante projeto dos arquitetos Juliano de Barros e Eduardo Areias, ocorreu em março com a exposição Monocromos, mas é agora, com a abertura de Photoimpressoes – e trabalhos de Rosângela Rennó, Edgard de Souza, Cindy Sherman, Leda Catunda, Vik Muniz, entre outros –, que a Coleção Particular se firma como um espaço que deve ser conhecido e incentivado, para que, quem sabe, outros colecionadores sigam seus passos.
Coleção Particular
Rua Artur de Azevedo, 51, Pinheiros (próximo à Oscar Freire), São Paulo
Aberto às quartas e domingos, das 12h às 18h, mediante agendamento pelo telefone 11 8269-9275 (deixe uma mensagem com o dia e a hora convenientes e um telefone de contato).
www.colecaoparticular.com
Fotos: Andrés Otero