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O parisiense abraça a diversidade, seja ela étnica, estilística, comportamental ou gastronômica - e isso não é um comportamente mudérno recente (não conheço outro povo mais fascinado pelas culturas exóticas e distantes do que eles).

E na capital do glamour, como não poderia deixar de ser, não é de hoje que estilo é cousa importante. Que outra cidade teria a coragem precursora de colocar uma pirâmide contemporânea - assinada por um arquiteto de origem chinesa - em um de seus monumentos históricos mais importantes (a pirâmide do Louvre); encomendar um afresco modernista a um artista bielorusso para o teto principal de seu templo rococó (o afresco no teto do Opéra Garnier); ou ainda, mudar a cúpula de um prédio apenas para ser vista a partir de uma avenida recém-inaugurada?

E que outra cidade do mundo foi palco de tantas revoluções - e criações - na moda, nos costumes, na gastronomia, nas artes decorativas, na música, na filosofia, na literatura influenciando todo o mundo com sua cultura? (Não podemos nos esquecer que foi em Paris e em seus arredores que nasceu o conceito de luxo tal qual conhecemos e vivemos hoje).

Por essas e tantas outras, Paris fascina. Ela não tem a mesma velocidade de mudanças que Nova York, Londres ou Tóquio; o que é sempre reconfortante em tempos onde a quantidade e a velocidade da informação deixa qualquer um zonzo...